6 motivos que fazem o MXRF11 ser o queridinho dos investidores
Quando se fala em fundos imobiliários no Brasil, dificilmente alguém não lembra do MXRF11 (Maxi Renda). Ele é um dos FIIs mais populares da bolsa, com milhões de investidores e muita história — boa e ruim — para contar. Mas afinal, por que ele tem tantos fãs? Ele realmente é bom? Neste artigo, vamos explicar de forma simples:
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Miguel da Rocha
1/9/20264 min ler


6 motivos que fazem o MXRF11 ser o queridinho dos investidores
Quando se fala em fundos imobiliários no Brasil, dificilmente alguém não lembra do MXRF11 (Maxi Renda). Ele é um dos FIIs mais populares da bolsa, com milhões de investidores e muita história — boa e ruim — para contar. Mas afinal, por que ele tem tantos fãs? Ele realmente é bom? Neste artigo, vamos explicar de forma simples:
1. O que é o MXRF11?
O MXRF11, chamado pelo mercado de Maxi Renda, é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) que investe majoritariamente em títulos de crédito imobiliário, principalmente CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) — basicamente papéis que representam dívidas ligadas ao setor imobiliário.
Por que a galera gosta dele?
Porque ele paga dividendos mensalmente (renda passiva que cai todo mês na conta).
Porque ele é um dos mais negociados na B3 (o mercado de bolsa do Brasil), o que dá liquidez ao investidor.
Porque tem milhões de cotistas investindo — e esse número vem crescendo ao longo dos anos.
Por fim, porque muitos investidores iniciantes veem nele um ponto de partida no mundo dos FIIs.
2. Como o MXRF11 funciona de verdade
Ao contrário de fundos que compram imóveis físicos para alugar (como galpões ou shoppings), o MXRF11 é um fundo de papel, ou seja:
Ele compra títulos de crédito imobiliário como CRIs;
Pode investir até uma parte em outros FIIs e permutas financeiras, que são contratos complexos que visam ganhar dinheiro com juros e curva de juros.
O objetivo principal não é gerenciar um prédio bonito para você alugar, mas garantir que esses papéis paguem juros e gerem caixa para distribuir aos cotistas — e isso, quando feito bem, pode gerar rendimento mensal estável.
3. Desempenho dos últimos anos
Dividendos
Um dos carros-chefe do MXRF11 são os rendimentos distribuídos todo mês.
Nos últimos anos (especialmente 2024–2025):
O fundo pagou em média cerca de R$ 0,09 a R$ 0,10 por cota por mês.
Nos últimos 12 meses, somando todas as parcelas, sai algo como R$ 1,15 a R$ 1,17 por cota distribuído como dividendos.
Isso tem dado um dividend yield anual de cerca de 12% (ou seja, se você tivesse R$ 100 investidos, ganharía em dividendos perto de R$ 12 ao ano). com valores maiores pagos em 2023, o que pode indicar que o fundo está ajustando sua distribuição conforme a conjuntura econômica e a performance dos ativos.
Valorização da cota
A cota (o preço que você paga/recebe por unidade do fundo):
Vem ficando relativamente estável perto de R$ 9,40–R$ 9,60.
Em alguns momentos, acumulou desvalorização em períodos curtos, mas no acumulado de 12 meses apresentou rentabilidade total positiva, se somar dividendos e variação da cota.
Comparado com alguns fundos que investem em imóveis físicos, o MXRF11 muitas vezes entrega rendimentos mais consistentes e menos volatilidade no preço da cota — embora isso não signifique que ele seja imune a quedas. Uma razão para isso é a exposição forte a títulos de crédito que pagam juros estáveis.
4. Por que o MXRF11 é tão querido (mesmo com algumas quedas)?
a) Pagamento mensal constante
Ele paga dividendos todo mês sem fail. Mesmo quando o mercado vai mal, a ideia é que o fundo continue distribuindo rendimentos.
b) Liquidez alta
Por ser um dos fundos com maior número de cotistas e volume negociado, comprar e vender cotas é relativamente fácil.
c) Estratégia de carteira diversificada dentro do segmento de crédito
O MXRF11 não fica só com um tipo de CRI: ele mistura diferentes papéis, permutas financeiras e até cotas de outros fundos, o que pode reduzir riscos pontuais.
d) Marca e histórica
Estar no mercado desde por volta de 2011 faz dele um dos mais antigos e conhecidos fundos do Brasil, gerido por grandes instituições. Isso atrai investidores que buscam algo “clássico” no portfólio.
5. Onde a coisa fica menos brilhante
Nada no mundo dos investimentos é perfeito, e o MXRF11 tem pontos que merecem atenção:
a) Dividendos em queda
Como vimos, os valores distribuídos caíram um pouco nos últimos anos, o que pode refletir mudanças no cenário macroeconômico, rentabilidade dos papéis e políticas de gestão.
b) Sensível a juros
FIIs de papel, especialmente os de CRIs, sofreram com as taxas de juros altas ou com expectativas divergentes. Isso pode fazer tanto o preço das cotas quanto os rendimentos oscilar.
c) Não é isento de risco
Embora seja popular, o MXRF11 não tem garantia de pagamento (como qualquer investimento). Resultados anteriores não garantem resultados futuros.
6. Projeções para o futuro
Dito tudo isso, o que esperar?
Cenário A: Juros em queda contínua
Se o Brasil continuar cortando juros, os preços dos FIIs de papel tendem a subir porque títulos de crédito ficam mais valiosos. Isso poderia ajudar a valorizar cotas e manter a atratividade dos dividendos.
Cenário B: Juros estáveis ou subindo
Se a Selic ficar alta ou subir, o MXRF11 pode continuar pagando dividendos, mas a compra de cotas pode ficar menos atraente para alguns investidores, porque alternativas em renda fixa ficam mais competitivas.
Renda passiva ainda forte
Mesmo com cenários macro diferentes, muitos analistas veem a renda mensal do MXRF11 como um ponto forte no longo prazo, desde que a gestão continue equilibrando riscos e retornos.
Conclusão — Resumindo para você
Se você quer um fundo que:
Pague renda mensal constante;
Seja líquido (você pode comprar/vender com facilidade);
Tenha milhões de investidores e reconhecimento de mercado;
…o MXRF11 merece ser estudado.
Por outro lado:
Ele não garante resultado futuro;
Dividendos podem oscilar;
E, como todo FII, está exposto a riscos de mercado.




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